terça-feira, 23 de agosto de 2016

XVII ENCONTRO DE CONSELHOS E COMISSÕES DA OCDS


Carta Circular 05/2016

Fortaleza, 23 de agosto de 2016

Caros membros da OCDS – Província São José,

Temos a alegria de convidar as Comunidades e Grupos integrantes da Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José para o nosso XVII ENCONTRO DE CONSELHOS E COMISSÕES DA OCDS, a ser realizado no período de 12 a 15/11/2016 no Centro Teresiano de Espiritualidade, em São Roque-SP, este ano com o tema: “Deus nos deu as potências para que com elas trabalhemos” (Santa Teresa de Jesus, M 4, 3, 6) e lema: “Favorecei as obras de nossas mãos” (Salmos 89, 17).

O Encontro de Conselhos e Comissões é o novo formato para o antigo Encontro de Presidentes, Encarregados de Formação e Conselheiros da OCDS, cujo objetivo principal será a avaliação da atuação do Conselho Provincial e de suas comissões de trabalho durante o triênio que ora se encerra, bem como a elaboração de um plano de ação para o novo triênio.

Todo o evento será Assembleia Geral, tanto ordinária como eleitoral. Conforme art. 76 do Estatuto Particular da OCDS, além do Conselho Provincial, constituem a Assembleia os presidentes e coordenadores das comunidades e grupos que tenham promessas, bem como os encarregados de formação. Caso não possam comparecer, poderão se fazer representar por delegados que tenham pelo menos promessas temporárias, escolhidos por suas próprias comunidades e grupos.

Além dos delegados, farão parte do processo de avaliação e planejamento os membros das comissões trabalho.

O edital de convocação, bem como as informações do Encontro seguem abaixo.

Fraternalmente,

Luciano Dídimo Camurça Vieira
Presidente Provincial da OCDS – Província São José



INFORMAÇÕES


O Congresso terá início às 17h do dia 12/11/2016 e se encerrará às 12h do diaa 1511/2016 (após o almoço).

Acontecerá no Centro Teresiano de Espiritualidade, em São Roque – SP, localizado na Rodovia Raposo Tavares, KM 64 – CEP: 18130-970 - (Caixa Postal 57) - Telefone: 11-4712-2270.As inscrições somente serão aceitas se efetuadas pelo presidente da Comunidade ou Coordenador do grupo e devem ser feitas por e-mail com:

Carmelita Maria S. da Silva
WhatsApp: 12-98201-1431

A taxa de inscrição é de R$ 375,00 (trezentos e setenta e cinco reais), que poderá ser depositada em até 03 parcelas, sendo a primeira até o dia 10/09/2016 no valor de R$ 125,00 (cento e vinte e cinco reais), a segunda e a terceira em igual valor até 10/10/2016 e 10/11/2016. Os depósitos deverão ser efetuados em nome da:
Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José
CNPJ: 08.242.445/0001-90
Banco Itaú - Conta corrente: 06234-1 - Agência: 0156

Para que seja realizada a inscrição basta que seja enviada o nome completo do participante e a idade (para divisão dos quartos), o nome da comunidade ou grupo e a cópia do comprovante de depósito (levar o comprovante original para o Congresso a fim de evitar qualquer imprevisto).

Serão disponibilizadas 02 vagas para cada Comunidade ou Grupo (Presidente e Encarregado de formação).  Caso haja acúmulo dessas funções por uma única pessoa, será disponibilizada apenas uma 01 vaga para essa Comunidade ou Grupo. Além dessas vagas serão disponibilizadas vagas para os membros das comissões de trabalho.

Efetuada a inscrição e não havendo o comparecimento no evento, não haverá devolução das parcelas depositadas.

Solicitamos que levem, além dos objetos pessoais, Liturgia das Horas. Não é necessário levar roupa de cama e banho







segunda-feira, 22 de agosto de 2016

DOMINGO ENTRE IRMÃOS

Os membros do Grupo São José- Sete Lagoas/MG vivenciaram no ultimo domingo dois momentos maravilhosos:

Primeiro momento uma deliciosa feijoada partilhada com familiares e amigos.



E no segundo momento compartilhamos a feijoada com os nossos irmãos, moradores de rua.


E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Mt,25,40

Comunidades e Grupos da OCDS compartilham suas atividades nas redes sociais

Reunião da Comunidade Rainha do Carmelo, da OCDS de Fortaleza-CE

Membros do Grupo Flor do Carmelo, da OCDS de Bauru-SP, participaram da Caminhada da Família 2016,
promovida pela Diocese de Baru, cujo tema foi  “Misericórdia na família é dom e missão”
A Comunidade Santa Edith Stein, da OCDS de Divinópolis-MG, se reuniu e celebrou com as monjas o dia
 dos religiosos consagrados

Reunião da Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa, de Higienópolis (São Paulo-SP)

A Comunidade Santa Teresa e Santa Myriam fez retiro com Frei Claudiano, ocd

Após, o retiro, membros da Comunidade Santa Teresa e Santa Myriam fizeram promessas.
Definitas: Marizete de Jesus, Maria e José.
Temporárias: Alessandra de São João da Cruz, Maria Zélia da Eucaristia,
Sebastião do Santíssimo Sacramento e Silvia Regina de Jesus Misericordioso 

Membros da OCDS participam do curso Jornada na Vida Interior, ministrado pelo carmelita secular
Francisco Renaldo,  no Centro Teresiano de Espiritualiadade em São Roque-SP



A Comunidade São José de Santa Teresa, de Fortaleza-CE, e o Grupo Santa Teresinha - Alma Missionária,
de Quixadá-CE fizeram retiro na Serra do Estêvão, em Quixada, ministrado por Frei Salinho, ocd,
 com o tema: O DISCERNIMENTO EM SANTA TERESA
A Comunidade São João da Cruz, da OCDS de São Luis-MA, teve formação com a Ir. Miriam sobre os graus da oração


O Grupo São José, da OCDS de Sete Lagoas-MG promoveu feijoada beneficente e pastoral de rua.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Beata Maria Sacrário de São Luís Gonzaga, Carmelita Descalça e Mártir (Guerra Civil Espanhola, 1936).


A Beata Maria Sacrário de São Luís Gonzaga nasceu em Lillo, Província de Toledo (Espanha), no dia 8 de Janeiro de 1881, e no batismo recebeu o nome de Elvira. Em 1886 a família transferiu-se para Madrid, pois o seu pai fora nomeado provedor da Casa Real. Para ajudá-lo no ofício de farmacêutico, também ela se formou em Farmácia, conseguindo a Licenciatura nesta disciplina. Foi a primeira mulher espanhola a se formar em Farmácia.
Deu mostras evidentes da sua capacidade profissional quando, ao morrer o seu pai em 1909, teve que assumir a direção da farmácia. No exercício da profissão não só se mostrou hábil, boa administradora, justa nos preços, mas também cheia de atenção para com os clientes, relacionando-se pessoalmente com os doentes para animá-los e consolar.
Antes do falecimento do seu pai, Elvira tinha o sincero desejo de seguir a vida religiosa, mas aconselhada pelo diretor espiritual e a pedido de Ricardo, seu irmão mais novo, adiou a concretização deste propósito.

Em 1915 entrou no mosteiro das Carmelitas Descalças de Santa Ana e São José de Madrid, demonstrando ser uma mulher de “caráter forte e enérgico, capaz de levar até ao fim os mais altos ideais de santidade”, como foi testemunhado pela sua Mestra de noviças. A profissão solene teve lugar a 06 de Janeiro de 1920, e sete anos mais tarde foi eleita Priora do mosteiro. Exerceu o seu trabalho como irmã maior, aberta ao diálogo com todas, preocupada também com o aspecto material do Carmelo, a fim de oferecer às Religiosas as devidas condições de uma vida digna no claustro.
Ao terminar o triênio como Priora, passou a ser Mestra de noviças. Chegou mesmo a expressar-lhes o desejo de ser mártir, sobretudo depois da proclamação da República em 1931, quando a situação se foi deteriorando.
No início de Julho de 1936, Madre Maria Sacrário foi de novo eleita Priora da comunidade, e após alguns dias o Carmelo foi assaltado por uma multidão violenta que saqueou e destruiu muitas coisas. Com tranquilidade e confiante na Providência, ela cuidou das suas filhas espirituais e não descansou enquanto não conseguiu pô-las a salvo, dando-lhes ajuda material e apoio espiritual, exortando todas a aceitarem a vontade do Senhor “que tanto sofreu por nós”.

No dia 14 de Agosto desse mesmo ano, os soldados descobriram o lugar em que a Madre se tinha refugiado e a levaram prisioneira, juntamente com outra religiosa. Viveu em atitude de serenidade, recolhimento e total entrega à vontade de Deus, e num ato heroico de amor ao próximo recusou-se sempre a citar o nome de um sacerdote e de outras pessoas que correriam perigo de vida se o fizesse.
No dia 15 de Agosto ela foi fuzilada, concretizando-se assim o seu desejo de morrer mártir por Cristo, imolando-se pelo bem da Igreja.



Oração: Ó Deus, que preparastes com o espírito de oração e devoção eucarística a Beata Maria Sacrário para padecer o martírio, concedei-nos por seu exemplo que, cumprindo com fidelidade a vossa vontade, consagremos livremente a Vós nossas vidas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

V Congresso Ibérico dos Carmelitas Descalços Seculares

Modelando o coração e vida na escola do Carmelo: identidade, formação e discernimento vocacional


A Universidade de Mística, em Ávila, sediou o V Congresso Ibérico de Carmelitas Descalços Seculares nos dias 29 de julho a 01 de agosto de 2016, tendo como tema a identidade e missão do Carmelita Secular.

Os três ramos dos Carmelitas Descalços: frades, freiras e leigos carmelitas foram representados por cerca de 150 participantes de Roma, Espanha e Portugal. Quatro dias de reflexão e aprofundamento centrou-se principalmente em três temas de vital importância para o Secular hoje: sua identidade, formação e discernimento vocacional. É importante notar que atualmente os Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) excedem o número de 25.500 em todo o mundo e que  se espera que o V Congresso tenha um impacto positivo em suas comunidades.

A cerimônia de abertura do Congresso realizado na sexta-feira, 29 de julho de foi conduzido por  Pe Rafael Martin, Presidente do Conselho Nacional OCDS, com intervenções de frei Antonio Viguri, Delegado OCDS da Província de Navarra e Pe Anjo Briñas, Delegado OCDS Província Ibérica, bem como testemunhos de membros das OCDS. 

Nos sábado 30 de julho foram realizadas três conferências a primeira sobre "A identidade do Carmelita Descalço Secular no século XXI", que esteve a cargo de frei Alzinir Francisco Debastiani, Delegado Geral para a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares. Este enfatizou a participação dos fiéis leigos no tríplice múnus de Cristo como Sacerdote, Profeta e Rei, cuja raiz é a unção do Batismo, seu desenvolvimento na Confirmação e cumprimento e sustentação na Eucaristia. Ele também enfatizou o aspecto da comunhão que compartilham com os religiosos do mesmo carisma através de uma vida de oração no meio do mundo e, finalmente, mencionou o elemento comunidade e a vocação dos leigos à santidade.

Na segunda palestra: “Fogo na forja da identidade: A formação no Carmelo Descalço Secular”, Daniela Biló (OCDS), salientou que, embora o processo de formação tenha um momento fundamental na fase inicial, não devemos esquecer que a formação é tão rica e fértil como é a formação comunitária permanente. A formação centra-se na formação da pessoa de modo integral. Assim, o estado de formação contínua dos seus membros está acima, capacita a pessoa na gestação e maturação de sua identidade vocacional nos Carmelitas Descalços, ajudando a desenvolver no Secular uma maturidade humana, cristã e espiritual para o serviço na Igreja.

Na terceira conferência sobre "Discernimento Vocacional" Myrna Torbay (OCDS), apresentou um estudo exaustivo sobre os seis elementos que definem o perfil do Carmelita Secular. Em seguida, se referiu à vocação ao Carmelo Teresiano como uma chamada focada no relacionamento interpessoal "entre nós e Deus; onde o essencial é o amor. Portanto, a vocação Secular é  o amor”. No ponto central de sua apresentação, discutiu os elementos de discernimento vocacional enfatizando seu valor dinâmico e que não se esgota com o discernimento inicial. Myrna comentou: “discernir a vocação consiste em aprofundar constantemente o marco de convicções que levam a viver a vida no amor com honestidade e na verdade... explorando profundamente todas as motivações e movimentos interiores e identificar tudo aquilo que impede viver o universo relacional com maturidade e plenitude. No fechamento, ofereceu algumas orientações básicas para ajudar o Secular em seu discernimento vocacional e em sua configuração com Cristo.

No domingo, 31 de julho de Fr. Javier Sancho Fermín, encerrou o ciclo palestras, com o tema “A Ordem Secular como fraternidade mística contemplativa no mundo". P.Sancho Fermín,fez referência a Exortação  Apostólica Evangelii Gaudium do papa Francisco, afirmou  que a comunidade é um dom porque ela tem sua origem em uma chamada, em uma eleição, em um encontro pessoal com Deus.É Cristo, que constitui a Comunidade através de uma chamada. Assim seus colaboradores têm como um valor fundamental, que Cristo é o centro e que, em Cristo, emerge a dimensão e a realidade comunitária. Pe Sancho  acrescentou  que é característica própria da comunidade carmelita secular abrir o coração ao amor divino para buscar a felicidade dos outros. O caráter testemunhal foi outro aspecto que destacou o P. Javier esclareceu que não falou do apostolado da comunidade, mas que a Comunidade é o principal apostolado. Finalmente, ele destacou a tomada de consciência de que Deus deseja e necessita da participação do homem em sua tarefa e da grande responsabilidade que implica, assim como sua urgência dentro da realidade social que nos rodeia...  “Estou convencido de que o trabalho do Carmelo é fundamental e urgente no mundo e na sociedade de hoje. Precisamente para revitalizar o que nos constitui e que é fundamental para a nossa vida de fé: abrir o coração para o amor divino”

Dando sequência três Seculares apresentaram seus trabalhos sobre a Missão de Carmelita Descalço Secular, orientada da seguinte forma:  eclesial (Calvo Nieves), pessoal (José Manuel Adriano) e comunitária (Evaristo Arroyo Fuentes).

A mesa redonda encerrou as reflexões do dia, particparam: irmã Alexandra Triana OCD de Sanlucar la Mayor, Fr. Tomás Pedro Navajas OCD de Burgos e  Macu  Hernandez OCDS de Salamanca.

Na segunda-feira, 1º de agosto duas breves apresentações precedeu o encerramento do Congresso. No primeiro, a secretaria de Beatificação apresentou a situação do processo do irmão Victor e depois o P. Joy Alumkal, Delegado dos Carmelitas Descalços Seculares da Província de Malabar, na Índia, compartilhou alguns detalhes sobre a atividade dos leigos em sua província.

Finalmente, o padre Miguel Márquez, Provincial da Província Ibérica, presidiu a cerimônia de encerramento do Congresso, o qual teve seu cume com a celebração da Eucaristia.

Faz se necessário notar que as discussões e conclusões geradas pelos 10 grupos de trabalho, também enriqueceram significativamente as contribuições do V Congresso Ibérico OCDS de 2016.

Enviado por: Claudio Diaz Mellado, OCDS.
SECRETÁRIO OCDS CHILE

Tradução: Marcia Andrade OCDS

terça-feira, 9 de agosto de 2016

SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ (Edith Stein), Virgem e Mártir (memória facultativa em nossa Ordem).




Depois de procurar em vão a Verdade nos livros e nos raciocínios filosóficos, ela a encontrou na história palpitante de amor de Santa Teresa de Jesus.

Edith Stein, a caçula de uma numerosa família hebraica, nasceu em 12 de outubro de 1891 em Breslau, Alemanha. Antes de completar dois anos ficou órfã de pai. A pequena Edith era de temperamento forte, vivaz e independente. Ademais, demonstrava uma inteligência muito precoce, que lhe proporcionou o primeiro lugar da classe durante toda a sua vida escolar. Crescendo numa família praticante da religião judaica, ela acreditava em Deus e a Ele dirigia suas preces.


Jovem filósofa à procura da Verdade

Porém, ao atingir a adolescência, perdeu a fé na existência de Deus, parou de rezar e abandonou os estudos. Ela própria relatou mais tarde: “Com plena consciência e por livre decisão, deixei de rezar. Meus anseios de conhecer a Verdade eram minha única oração”.

Aos 14 anos, decidiu retomar os estudos colegiais, para ingressar na universidade. E em 1911 matriculou-se, não em um, mas em três cursos: Filosofia, Língua Alemã e História. Naquela época era pouco comum uma mulher cursar a universidade, menos ainda ver uma jovem de 20 anos seguir três cursos ao mesmo tempo!

Todas as preferências de Edith eram para a Filosofia. Assim, mudou-se em 1913 para Göttingen a fim de assistir às aulas de Edmund Husserl, considerado o mais importante filósofo alemão da época.

Essa jovem estudante parecia haver sucumbido de todo na crise da fé, pois até já se declarava ateia. Mas, por paradoxal que pareça, ela continuava como uma incansável peregrina à procura da Verdade.


Descobre a oração do Pai-Nosso

E a Divina Providência, por seu lado, a guiava por caminhos misteriosos cada vez para mais perto de Deus, a Verdade Absoluta.

Afinal, Deus, o que é? Essa Verdade última, pela qual pautei minha vida, em que consiste? Qual o sentido do sofrimento? Como se explica o mal? Questões como essas povoavam a mente inquieta de Edith. Anos depois ela afirmou: "O estudo da filosofia é um contínuo caminhar à beira do abismo". E acrescentou: "Eu vivia no ingênuo autoengano de que tudo em mim estava correto, como é frequente em pessoas sem fé, que vivem num tenso idealismo ético".

Encontrava-se ela nessa situação interior quando, por volta de 1914, fez uma análise do Pai-Nosso, não do ponto de vista religioso, mas estudando a etimologia alemã. Ficou muito impressionada com essa oração, e a repassou várias vezes.

Nessa mesma época, Edith travou conhecimento com Adolf Reinach, judeu e discípulo de Husserl, como ela. Também ele buscava a Verdade com fervor e probidade. Logo se formou entre ambos uma sincera amizade, da qual participava também sua esposa Anna. Ora, o casal Reinach estava, por assim dizer, nas vésperas de sua conversão ao Catolicismo, e isso teria em breve uma especial repercussão sobre Edith.



Edith Stein em 1915.jpgEnfermeira voluntária

Nesse ano de 1914, as atividades intelectuais na Alemanha sofreram um forte abalo com o início da Primeira Guerra Mundial. Edith voltou para Breslau e alistou-se como enfermeira voluntária. "Agora não tenho vida própria - todas as minhas forças pertencem a esse grande acontecimento. Quando a guerra terminar, e se eu ainda continuar viva, poderei pensar em meus assuntos privados." Fez um curso de Enfermagem e foi destacada para ser vir num hospital militar, onde, além de prestar assistência na sala de cirurgias, ficou encarregada dos doentes de tifo. Por sua disponibilidade em serviço e sua dedicação aos enfermos, especialmente os moribundos, recebeu a medalha de honra da Cruz Vermelha.

Esse hospital foi fechado e ela mudou-se para Friburgo, onde fez o curso de doutorado em Filosofia, obtendo aprovação summa cum laude (máxima com louvor).


A força do exemplo

Pouco tempo depois, a Providência lhe pôs diante dos olhos dois episódios que, como flashes fotográficos, iluminaram a alma dessa jovem doutora a caminho da conversão.

Certo dia, visitando a Catedral de Friburgo com objetivo meramente turístico, ela viu entrar uma mulher com sua cesta de compras e ajoelhar-se para fazer uma breve oração. "Isso era algo completamente novo par a mim, pois eu só entrava em sinagogas e em igrejas protestantes para o culto religioso comunitário. Ali, em contra partida, estava alguém que acudia a uma igreja vazia em meio às ocupações diárias, como que para um diálogo confidencial com Deus . Disso nunca me esqueci" - relatou ela.

A outra cena deu-se na casa de um camponês católico onde ela se hospedara durante um passeio. Causou-lhe profunda impressão ver esse pai de família fazer pela manhã uma oração com os seus empregados, antes de irem para os trabalhos do campo.


Enfim, a conversão

Adolf Reinach - o amigo de Edith que, como ela, estava à busca da Verdade - faleceu em 1917. Visitando a viúva, Anna Reinach, surpreendeu-se ao vê-la cheia de paz e serenidade, com mais esperança que sofrimento! Ficou atônita e, ao mesmo tempo, maravilhada quando esta lhe comunicou sua conversão e lhe explicou o papel da Cruz de Cristo. "Esse foi o meu primeiro encontro com a Cruz e com a força divina que ela transmite aos que a carregam. Foi o momento em que a minha descrença desmoronou" - confidenciou mais tarde.

Por volta de 1918, Edith leu os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, por mero interesse acadêmico. Entretanto, ao perceber a densa espiritualidade contida nessa obra, fez os trinta dias de meditações, no fim dos quais desejou ardentemente se tornar católica. Todavia, precisou vencer ainda algumas batalhas interiores antes de chegar à conversão definitiva.

Esta chegou no verão de 1921. Edith foi convidada a passar algumas semanas na casa de campo de uma amiga em Bergzabern, perto de Spira. Certo dia, estando só na casa, apanhou ao acaso um livro na estante. Deus lhe punha nas mãos a "Vida de Santa Teresa de Ávila, escrita por ela mesma". "Comecei a ler e fiquei tão arrebatada que não consegui parar até terminá-lo. Quando o fechei, disse comigo mesma: ‘Esta é a Verdade!'"

Depois de procurar em vão a Verdade nos livros e nos raciocínios filosóficos, ela a encontrou na história palpitante de amor da grande mística reformadora do Carmelo, cujo exemplo perfumava ainda as almas, cinco séculos após sua morte.

No dia seguinte, ela comprou o Catecismo e o Missal e, depois de estudar meticulosamente o conteúdo desses livros, foi pela primeira vez assistir a uma Missa, após a qual procurou o Pároco e pediu o Batismo, que lhe foi conferido poucos meses depois, no dia 1º de janeiro de 1922.



Professora apostólica

Não foi por mero acaso que a Virgem Maria pôs nas mãos dessa alma de escol a autobiografia da grande Santa Teresa. Já no dia de sua conversão ela sentiu-se de tal forma chamada à vida contemplativa na Ordem do Carmo que logo relegou todas as ambições mundanas e passou a levar uma vida de carmelita, tanto quanto lhe permitiam as circunstâncias.

Entretanto, seu diretor espiritual, Mons. Canon Schwind, julgou mais proveitoso para a Igreja que ela empregasse seus talentos no apostolado leigo, e convidou-a a lecionar Alemão e História no Instituto de Educação de Santa Maria Madalena, em Spira. Ela fez então in pectore os votos de pobreza, obediência e castidade e tornou- se professora. A Fräulein Doktor (Senhorita Doutora), como ficou conhecida, expressava-se com perfeição em seis idiomas. Conhecia e traduzia com facilidade as obras de São Tomás de Aquino.

No entanto, mais do que lecionar, ela se empenhava em "ajudar as alunas a moldar a vida no espírito de Cristo". E, persuadida de que "Frei Exemplo é o melhor pregador", fazia seu apostolado principalmente através de uma autêntica vida de piedade: passava horas ajoelhada ante Jesus Sacramentado, como se nada mais existisse no mundo, e tinha uma profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à Virgem Maria.



Conferencista e catedrática

Entre 1928 e 1933, por iniciativa de um insigne sacerdote, percorreu a Europa, fazendo conferências sobre o papel da mulher católica na família e na sociedade, apresentando como modelo Maria, a Virgem Mãe. Em 1932 foi nomeada para a Cátedra de Antropologia no Instituto Alemão de Pedagogia Científica, de Münster. Nessa época, porém, sopravam já os maléficos ventos do nazismo, de modo que pouco tempo depois ela perdeu o posto, devido à sua ascendência judaica.


Uma noviça a caminho da santidade

Se para ela essa demissão arbitrária foi um bem ou um mal, não vem ao caso analisar neste momento. O fato concreto é que no dia 14 de outubro de 1933 ela ingressou no Carmelo de Colônia. Em abril de 1934, recebeu o hábito carmelitano. Edith Stein estava morta para este mundo, nascia uma nova esposa de Cristo, Irmã Teresa Benedita da Cruz.

Não lhe correu fácil o noviciado, tendo ela já 43 anos, e entre as freiras sua ciência filosófica pouco valia. Ademais, o trabalho manual era parte importante da vida monástica e Irmã Teresa era muito desajeitada... A mestra de noviças não deixava de repreendê-la nas ocasiões oportunas, e ela nunca se mostrou ressentida. Pelo contrário, sabia que esses pequenos sacrifícios faziam parte de sua caminhada rumo à santificação, e aceitava tudo com serenidade.

O falecimento de sua mãe, em 1936, deixou sua irmã Rosa livre para receber o Batismo, que desejava ardentemente, e ser acolhida como terciária carmelita no mesmo mosteiro de Colônia. As duas irmãs permanecerão unidas até a morte.


"Os judeus católicos, nossos piores inimigos”.

Na segunda metade da década de 1930, acentuava-se cada dia mais o antagonismo entre o partido nazista e o ensinamento da doutrina católica. O governo encabeçado por Hitler perseguia disfarçadamente a Igreja. Quando, em 1937, o Papa Pio XI condenou de maneira contundente o nacional- socialismo através da Encíclica Mit brennender Sorge (Com ardente preocupação), cresceu a animadversão dos hitleristas: acentuou-se a campanha anticlerical, muitos bispos foram agredidos em público e milhares de fiéis foram deportados para os campos de concentração.

Para evitar que o Carmelo de Colônia corresse perigo por sua presença, Irmã Teresa Benedita pediu transferência para algum convento fora da Alemanha. Antes de ser atendido esse seu pedido, delegados do governo nazista violaram a clausura do mosteiro, à sua procura. À vista disso, ela foi transferida às pressas para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano e meio depois, sua irmã Rosa foi se juntar a ela.

Em julho de 1942, os Bispos holandeses tomaram posição formal contra os nazistas, em defesa dos judeus injustamente perseguidos. O revide do regime nazista não se fez esperar. No dia 02 de agosto, agentes da Gestapo arrancaram do convento as duas irmãs, que foram deportadas para o campo de concentração de Westerbork, norte da Holanda, juntamente com outros 242 judeus católicos. O comissário geral Schmidt, reconheceu de público que essa tirânica medida tinha sido tomada como retaliação à corajosa atitude do Episcopado: "Como o clero católico não se deixa dissuadir por nenhuma negociação, vemo-nos forçados a considerar os judeus católicos como os nossos piores inimigos e, por essa razão, a deportá-los para o Leste o mais depressa possível".


Parecia uma imagem da "Pietà" sem o Cristo

Compreende-se facilmente o desânimo e mesmo o desespero desses infelizes, arrancados com brutalidade de seus lares e transportados em vagões de carga para um campo de concentração. Irmã Teresa, porém, não se deixou abater. Nos poucos dias em que ali permaneceu, manteve-se galhardamente trajada com seu hábito de carmelita, a todos impressionando pela sua fortaleza de ânimo, serenidade e recolhimento. Todo o tempo em que a "Freira Alemã", como era chamada, não passava em oração, ela o empregava em consolar os aflitos, confortar as mulheres e cuidar das crianças. Ela era uma "Pietà sem Cristo" - declarou uma testemunha sobrevivente.



Morta por ódio à Fé católica

Em 07 de agosto, os esbirros do governo embarcaram Soror Teresa Benedita e sua irmã Rosa - juntamente com centenas de outros judeus - em um trem rumo ao campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Uma tétrica viagem de quase três dias, sem água e sem alimentos. Logo na chegada, no dia 9, foram mortas na câmara de gás e em seguida seus corpos foram cremados e as cinzas espalhadas pelos campos.

Edith Stein morreu vítima do odium fidei do regime hitleriano. O Pe. Hopster, SVD, afirma isso claramente: "Após ter ouvido as explicações do comissário Schmidt, pode-se declarar que os religiosos presos nesta ocasião foram mortos em testemunho da Fé. Sua prisão foi efetuada por ódio às palavras de nossos bispos. Eram, pois, os bispos e a Igreja os visados e atingidos com a deportação dos religiosos e católicos de origem judaica".

Somente em 1947 as carmelitas de Echt e Colônia tiveram notícia segura a respeito da morte de Santa Teresa Benedita da Cruz, e puderam transmiti-la às demais casas da Ordem: "Não mais a procuremos sobre a terra, mas junto de Deus a quem foi agradável o seu sacrifício, fazendo-o frutificar em favor do povo pelo qual rezou, sofreu e morreu".


Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein),
Co-Patrona da Europa. 
A conclusão do livro "A Ciência da Cruz"

Todos os momentos livres de sua vida de carmelita, e também parte da noite, Soror Teresa Benedita os dedicava à redação da obra "A Ciência da Cruz", que lhe tinha sido encomendada para assinalar o quarto centenário do nascimento de São João da Cruz. Contudo, não logrou terminá-la. Ou melhor, ela a concluiu sim, mas não por escrito: a conclusão se efetivou com a entrega de sua própria vida. Da mesma forma que a Verdade eterna se manifestou ao mundo plenamente num Homem, Jesus, e não escrita num livro.

Dela se pode dizer o que afirmou de si próprio o Apóstolo dos Gentios: combateu o bom combate, recebeu a coroa de glória. Foi canonizada em 1998 e, no ano seguinte, proclamada co-padroeira da Europa, junto com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena.



domingo, 7 de agosto de 2016

Comunidades e Grupos da OCDS compartilham suas atividades nas redes sociais

Grupo São João da Cruz (Ibiapina-CE)

Grupo Santa Teresinha - Alma Missionária (Quixadá-CE)

Comunidade São José de Santa Teresa (Fortaleza-CE)

Eleições na Comunidade Santa Teresinha (Sete Lagoas-MG) - Presidente: Sérgio. Formador: Cléber.
Conselheiras: Dóris, Janete e Fabiana. Tesoureira: Júlia. Secretária: Patriane.

Grupo Nossa Senhora do Sorriso (Natal-RN)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Projeto MÃOS A OBRA - Comunidade Alegria da Sagrada Face

A "comunidade Alegria da Sagrada Face" de Itapetininga que foi contemplada com o prêmio para o projeto social agradece a oportunidade e faz conhecer o projeto "Mãos à obra".
A Fundação Nossa Senhora da Divina Providência existe desde 2003, estamos vinculados a Cúria Diocesana de Itapetininga e a Comunidade Carmelita “Alegria da Sagrada Face” de Itapetininga, São Paulo.
Nossa Fundação é sem fins lucrativos, de caráter beneficente, assistencial e religioso.
Tem por finalidade promover o crescimento espiritual e religioso e dar atendimento aos irmãos carentes.
A partir de 2013, em virtude da extrema necessidade de algumas famílias, complementamos os nossos trabalhos passando a realizar construções e reformas nas casas.
Buscamos vivenciar as obras de misericórdia: dar pão a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar abrigo ao peregrino, consolar os aflitos, ensinar os ignorantes, dar bons conselhos.
Nossa gratidão a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares da Província São José pelo prêmio e confiança em nosso trabalho, Deus abençoe a todos.
Marcia Andrade

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04 DE AGOSTO: DIA DO PADRE. Oração e mensagem do Frei Patrício Sciadini, ocd






Padre Jorge Mário Bergoglio
Senhor! Todos nós temos necessidade de padres amigos, sem distinção, do Papa ao último, ao mais simples da terra. O mundo precisa dos sacerdotes. É ele que nos abre a porta da Igreja e do Céu pelo Batismo e que nos acompanha em todos os momentos. Sua missão é  caminhar lado a lado; estender a sua mão aos que caem.; enxugar as nossas lágrimas; nos oferecer ao Pai; nos perdoar os pecados; nos animar; nos abençoar.


O padre: um outro Cristo. 
Um amigo padre é amigo de todas as horas, quer horas de luz, quer de trevas. Fala com doçura aos nossos corações, abraça-nos com a misericórdia.

Senhor, precisamos de padre santos, firmes e seguros que nos indiquem o caminho da paz e do amor que nos levam a Jesus. Maria, Mãe de Jesus e dos sacerdotes, abençoai todos os padres! Amém! 

(Frei Patrício Sciadini, ocd - Abuna Badrick)










Santa Teresinha, olhai para todos os padres
e rogai para que sejam santos, felizes e realizados. 


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