sexta-feira, 3 de julho de 2009

Liturgia - 04 de julho - NOSSA SENHORA NO SÁBADO




Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória de Nossa Senhora
Laudes: Liturgia das Horas: 1548-741
Oração das Horas: 1509-815-1262
I Vésperas: Liturgia das Horas: 402-749
Oração das Horas: 700-848
Leituras: Gn 27, 1-5.15-29 – Sl 134(135) – MT 9,14-17
“Controvérsia com os fariseus.”
Para conservar o mundo em constante vida nova é preciso assumir a novidade do Evangelho com todas as suas implicâncias e conseqüências.

“Andando a alma no trato e manuseio desses mistérios e segredos da fé, merecerá que o amor lhe descubra o que está encerrado na fé.”
São João da Cruz – C 1,11

“Quem ama discretamente, não cuida de pedir o que deseja ou lhe falta: basta-lhe mostrar sua necessidade para que o amado faça o que for servido. Assim procedeu a bendita Virgem com o amado Filho nas bodas de Cana: não lhe pediu diretamente o vinho, mas disse apenas: “Não tem vinho.” (Jô 2,3)
São João da Cruz – C 2,8

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 04

1576 – C 109
– Às Descalças de Beas – Confiança em Deus para suportar a pobreza do Convento.

1580 – C 334 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Vida exemplar e santa morte de D. Lorenzo de Cepeda. Tudo passa neste mundo. Amor de D. Lorenzo á Reforma. Pagamentos. Conselhos acerca do procedimento de algumas religiosas. Fundação das Descalças em Portugal. Sobre a compra de umas casas em Salamanca.

SANTO DO DIA




Santa Isabel de Portugal
“A Rainha Santa”



"No Inverno de 1269/1270 nasceu na corte de Aragão uma princesinha, neta do poderoso rei Jaime I, o Conquistador, senhor de Aragão e da Catalunha, de Maiorca, de Montpellier e do condado do Russilhão. A pequena princesa era filha do infante D. Pedro, que iria subir ao trono como Pedro III, o Grande, e de D. Constança, filha de Manfredo da Sicília e neta do Imperador Frederico II da Alemanha. Pelos seus pais a infanta descendia de várias casas reais da Europa. E porque D. Pedro tinha uma tia, que Roma reconhecera como santa - Santa Isabel da Hungria - recebeu a princesa o nome de Isabel: Isabel de Aragão. Muito jovem ainda seria rainha de Portugal. A primeira infância passou-a com o seu avô, o rei D. Jaime, que a escolhera entre todos os outros netos. Era para ele "a melhor dona que sairia da casa de Aragão." Desde pequena a princesa parecia fadada para misteriosos destinos: nascera totalmente envolta por uma película, que sua mãe guardara numa caixa de prata que conservava nas suas arcas. Quando Isabel tinha cerca de 11 anos, reinava já seu pai, foi por ele acordado o casamento com o jovem rei de Portugal. As negociações foram longas. D. Dinis foi escolhido entre vários pretendentes. Custava a D. Pedro separar-se daquela filha. Assim pelo menos ela "sairia de sua casa como rainha". Morreu em Estremoz, com cerca de 66 anos, no dia 4 de Julho de 1336, de uma doença súbita surgida no momento em que se dirigia para a fronteira em missão de pacificação entre o filho, D. Afonso IV, e o neto, Afonso XI de Castela. Contra o parecer de todos, D. Afonso quis cumprir a vontade de sua mãe de ser sepultada no mosteiro de Santa Clara. A longa transladação fez-se sob o sol ardente de Julho e, para espanto de todos, apesar dos grandes calores que se faziam sentir, o ataúde exalava um perfume tão suave que "tão nobre odor nunca ninguém tinha visto", assim se lê na primeira biografia. Este texto, de natureza hagiográfica, procura demonstrar a santidade de D. Isabel de acordo com o paradigma das santas rainhas que se santificaram pelas virtudes da piedade, da caridade e da humildade. O autor anônimo recorda assim inúmeros atos de devoção e piedade cristã (jejuns, abstinências, vigílias e dádivas frequentes a mosteiros e igrejas) e exalta particularmente as virtudes da caridade e da misericórdia. E escreve: … e por qualquer lugar onde fosse não aparecia pobre que dela não recebesse esmola (…) E em cada quaresma fazia grandes esmolas a homens e a mulheres envergonhados; e no dia que se diz Ceia do Senhor lavava a certas mulheres pobres e leprosas os pés, e lhos beijava, e vestia-as e dava-lhes de calçar e contas por amor de Deus. Desta primeira biografia podem também inferir-se uma invulgar cultura - D. Isabel "lia muito bem em latim e em linguagem" -, conhecimentos médicos e também excepcionais capacidades administrativas e habilidade política, que os dois testamentos, as cartas pessoais e outras fontes testemunham. A sua intensa atividade diplomática e a sua intervenção pacificadora nos sucessivos conflitos abertos nas casas reais peninsulares, bem como a sua preocupação com a administração e jurisdição dos seus senhorios, puderam ser melhor conhecidas com a publicação do numeroso conjunto de cartas pessoais. Diversos documentos confirmam, igualmente, uma impressionante obra social. Fundou, entre outros, o Hospital dos Meninos Inocentes de Santarém, o Hospital de Leiria, o Hospício dos Pobres junto dos paços de Santa Clara e o Hospital de Velhas Inválidas em Coimbra. Criou várias albergarias como as de Estremoz, Alenquer e Odivelas. Fundou ainda as Gafarias de Óbidos e de Leiria e o Recolhimento para Regeneração das Desgraçadas de Coimbra. Todos foram recordados nos seus testamentos. As primeiras manifestações da devoção e do culto da Rainha Santa Isabel iniciaram-se logo após a sua morte. A longa jornada do Alentejo até Coimbra, que durou sete dias e sete noites, a que acorreu gente de todo o lado e em que começaram a circular rumores de prodígios e milagres, vai constituir o primeiro momento na formação do culto religioso e também do mito isabelino que dele deriva. Seguir-se-ão as exéquias no convento de Santa Clara em que o entusiasmo do povo foi tal que se receou pela segurança do ataúde. Desses dias datam as primeiras narrativas de curas milagrosas que irão fazer parte dos autos de canonização. Aí se inicia a devoção popular e religiosa da "Rainha Santa". Iniciado em Coimbra como culto privado no convento de Santa Clara, o culto da Rainha Santa vai rapidamente alcançar as proporções de culto público, reconhecido pelo Papa Leão X no reinado de D. Manuel, embora ficando restrito à diocese de Coimbra. Contudo, e apesar da insistente pressão diplomática dos reis de Portugal, só no tempo de Filipe IV de Espanha o papa Urbano VIII procederá, finalmente, à canonização da rainha. A 25 de Maio de 1625, depois de um longo período de preparação dos autos que terminou com a abertura do túmulo e a visita do corpo pelos juízes nomeados por Roma, Isabel de Aragão passou a integrar o cortejo dos santos da liturgia católica e o seu culto alargou-se a toda a Cristandade. Foi grandiosa a cerimônia da canonização, para o que contribuiu largamente a liberalidade do delegado português.




Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...